Hannah Arendt (Linden, 14 de Outubro de 1906 — Nova Iorque, 4 de Dezembro de 1975) foi uma teórica política alemã, muitas vezes descrita como filósofa, apesar de ter recusado essa designação. Emigrou para os Estados Unidos durante a ascensão do nazismo na Alemanha e tem como sua magnum opus o livro "Origens do Totalitarismo".
Biografia

Nascida em uma família judia de Linden, Hanôver, fez os seus estudos universitários de teologia e filosofia em Königsberg (a cidade natal de Kant, hoje Kaliningrado). Arendt estudou filosofia com Martin Heidegger na Universidade de Marburgo, relacionando-se passional e intelectualmente com ele. Posteriormente Arendt foi estudar em Heidelberg, tendo escrito na respectiva universidade uma tese de doutoramento sobre a experiência do amor na obra de Santo Agostinho, sob a orientação do filósofo existencialista Karl Jaspers.
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A tese foi publicada em 1929. Em 1933 (ano da tomada do poder de Hitler) Arendt foi proibida de escrever uma segunda dissertação que lhe daria o acesso ao ensino nas universidades alemãs por causa da sua condição de judia. O seu crescente envolvimento com o sionismo levá-la-ia a colidir com o anti-semitismo do Terceiro Reich o que a conduziria, seguramente, à prisão. Conseguiu escapar da Alemanha e passou por Praga e Genebra antes de se mudar para Paris, onde trabalhou pelos 6 anos seguintes com crianças judias expatriadas e onde conheceu e tornou-se amiga do crítico literário e filósofo marxista Walter Benjamin. Foi presa (uma segunda vez) em França conjuntamente com o marido, o operário e "marxista crítico" Heinrich Blutcher, e acabaria em 1941 por partir para os Estados Unidos, com a ajuda do jornalista americano Varian Fry.

Trabalhou nos Estados Unidos em diversas editoras e organizações judaicas, tendo escrito para o "Weekly Aufbau". Em 1963 é contratada como professora da Universidade de Chicago onde ensina até 1967, ano em que se muda para a New School for Social Research, instituição onde se manterá até à sua morte em 1975.

O trabalho filosófico de Hannah Arendt abarca temas como a política, a autoridade, o totalitarismo, a educação, a condição laboral, a violência, e a condição de mulher.




Marilena Chauí .
Marilena iniciou seus estudos no Grupo Escolar de Pindorama, interior paulista, onde realizou o curso primário. Ela deu sequência à sua formação secundária no Colégio Nossa Senhora do Calvário, na cidade de Catanduva, concluindo-o no Colégio Estadual Presidente Roosevelt, na capital.
A filósofa ingressou no curso de filosofia da Universidade de São Paulo em 1960, graduando-se em 1965. Ela defendeu sua dissertação de mestrado, intitulada Merleau-Ponty e a crítica do humanismo, em 1967, orientada pelo Professor Doutor Bento Prado de Almeida Ferraz Júnior. Neste mesmo ano ela deu início ao seu doutorado na França, defendendo tese sobre o filósofo Espinosa, em 1971, também na USP, sob a orientação da Doutora Gilda Rocha de Mello e Souza.
Sua tese de livre-docência foi igualmente defendida na Universidade de São Paulo, em 1977, com o título A nervura do real: Espinosa e a questão da liberdade. Neste trabalho ela aborda temas como imanência; liberdade; necessidade; servidão; beatitude e paixão.
Marilena prestou concurso em 1987 e conquistou o cargo de professora titular de filosofia. Ela ministra aulas no Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo, tendo se especializado em História da Filosofia Moderna e em Filosofia Política. Atualmente Chauí é historiadora de filosofia brasileira, Professora de Filosofia Política e História da Filosofia Moderna da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo – a FFLCH-USP.
Respeitada não apenas por sua obra acadêmica, mas também pela intensa e frequente ação no âmbito intelectual e político brasileiro, ela é também integrante do Partido dos Trabalhadores, instituição que ela ajudou a criar, membro do Diretório Estadual e, depois, do Diretório Municipal do PT. Sua atuação à frente da Secretaria Municipal de Cultura ocorreu na gestão da ex-Prefeita Luiza Erundina. Ela participa igualmente da Comissão Teotônio Vilela.
Sua produção acadêmica conquistou grande êxito, mas alguns de seus trabalhos, escritos em estilo didático e singelo, de fácil compreensão, propiciam seu sucesso também entre as pessoas leigas, desvinculadas do universo acadêmico. Seu livro O que é Ideologia, publicado pela Editora Brasiliense, na Coleção Primeiros Passos, foi recorde de vendas, alcançando a cifra dos cem mil exemplares vendidos.
Marilena é Presidente da Associação Nacional de Estudos Filosóficos do século XVII, Doutora Honoris Causa pela Universidade de Paris VIII e Doutora Honoris Causa pela Universidad Nacional de Córdoba, da Argentina. Atualmente ela desenvolve uma pesquisa sobre A elaboração espinosana de uma ciência dos afetos – ruptura com a tradição da contingência e afirmação da necessidade, dentro da Faculdade de Filosofia da USP. Em sua obra é possível encontrar temas como ideologia, cultura, universidade pública, entre outros. Destacam-se os livros Repressão Sexual, Da Realidade sem Mistérios ao Mistério do Mundo, Introdução à História da Filosofia, Convite à Filosofia, A Nervura do Real, Simulacro e poder, entre outros. Ela é casada com o historiador Michael Hall.


Conhecida como a pensadora da liberdade, Hannah Arendt viveu as grandes transformações do poder político do século 20. Defendeu os direitos individuais e a família, contra as "sociedades de massas" e os crimes contra a pessoa. Para ela, compreender significava enfrentar sem preconceitos a realidade, e resistir a ela, sem procurar explicações em antecedentes históricos.



A Condição Humana
Este é considerado o livro mais ambicioso de Hanna Arendt. Na introdução, escreveu ela: "O que proponho nas páginas que se seguem é uma reconsideração da condição humana à luz de nossas mais novas experiências e nossos temores mais recentes. ‘O que estamos fazendo’ é, na verdade, o tema central deste livro, que aborda somente as manifestações mais elementares da condição humana, aquelas atividades que tradicionalmente, e também segundo a opinião corrente, estão ao alcance de todo ser humano. Por estas e outras razões, a mais alta e talvez a mais pura atividade de que os homens são capazes - a atividade de pensar - não se inclui nas atuais considerações. Sistematicamente, portanto, o livro limita-se a uma discussão do labor, do trabalho e da ação, que constituem os três capítulos centrais".Texto extraído da contracapa da edição publicada pela Forense Universitária, 352 pgs


É possível saber com a história de Hannah que assim como os grandes filósofos se intrigava com o penamento do ser humano. O que fazemos na verdade? Pra que estamos aqui ou porque certas pessoas tem atitudes como aquelas. São perguntas que rodeiam por nossas cabeças assim como na dela. Escreveu vários livros como o citado acima" Condição Humana", que esclarece questões que querendo ou não envolve sua vida, seu eu e sua alma como um todo. Seria bom se muitos quisessem conhece-la pois ela tem muito a nos ensinar. *-*

No trabalho em grupo desse bimestre meu grupo fez um cartaz onde estava uma pessoa a olhar algumas imagens de ilusão de ótica. Estavamos querendo passar a ideia de que tudo depende de como você quer enchergar. Você pode enxergar o que quiser mais não se prenda e esqueça de ver o conjuto todo, por exemplo na terceira imagem acima, eu posso muito bem dizer que aquela imagem representa apenas um sargento ou um homem, e me prender a isso esquecendo e impedindo minha mente de observar também que existe um cachorro, uma senhora, um senhor, uma rua também nesta imagem, pode ser ao contario se prender a imagem das pessoas e não ver o senhor maior. A finalidade era essa mostrar que depende de como você encherga pra abrir novos horizontes, não se prnda a uma imagem se permita observar tudo que a envolve e perceberá que a verdadeira beleza está aí. *-*






Acredito que podemos enterpretá-la como uma escada .. uma evolução constante. Às vezes é difícil perceber mas quando atingimos o alto e comtemplamos as maravilhas. Mas se prender a uma ilusão, uma falsa realidade não é o jeito certo a se atingir o auge aonde sua visão não tem limite. É preciso saber viver no mundo da ignorância acreditando em outro completamente diferente no qual você encontrará a luz. Não se prenda num baú mostre-se para o mundo mas sem preconceitos, libere sua mente para o mundo, para o novo, para o desconhecido garanto que sua vida pode mudar, você se surpreenderá cada vez mais e confiará em sua capacidade de se envolver de coração com o que o faz realmente feliz, afinal a felidade está em abrir o olhos e reconhece-la. *-*

Edgar Morin, pseudônimo de Edgar Nahoum (Paris, 8 de Julho 1921), é um antropólogo, sociólogo e filósofo francês de origem sefardita.
Formado em Direito, História e Geografia, realizou estudos em Filosofia, Sociologia e Epistemologia. Autor de mais de trinta livros, entre eles: O método (6 volumes), Introdução ao pensamento complexo, ciência com consciência e Os sete saberes necessários para a educação do futuro.
Durante a Segunda Guerra Mundial, participou da Resistência Francesa.
É considerado um dos principais pensadores contemporâneos e um dos principais teóricos da complexidade.



Pensamento
A principal obra de Edgar Morin é a constituída por seis volumes, "La Méthode" (em português, O Método). Foi escrita durante três décadas e meia. Trata-se de uma das maiores obras de epistemologia disponível. Morin inicia os primeiros escritos de "La Méthode" em 1973, com a publicação do livro "O Paradigma Perdido: a Natureza Humana", uma transformação epistemológica por questionar o fechamendo ideológico e paradigmático das ciências, além de apresentar uma alternativa à concepção de "paradigma" encontrada em Thomas Kuhn. Seu primeiro livro traduzido para o português é O cinema ou o homem imaginário, em 1958.

Rubem Alves
Rubem Alves nasceu no dia 15 de setembro de 1933, em Boa Esperança, sul de Minas Gerais, naquele tempo chamada de Dores da Boa Esperança. A cidade é conhecida pela serra imortalizada por Lamartine Babo e Francisco Alves na música "Serra da Boa Esperança".

A família mudou-se para o Rio de Janeiro, em 1945, onde, apesar de matriculado em bom colégio, sofria com a chacota de seus colegas que não perdoavam seu sotaque mineiro. Buscou refúgio na religião, pois vivia solitário, sem amigos. Teve aulas de piano, mas não teve o mesmo desempenho de seu conterrâneo, Nelson Freire. Foi bem sucedido no estudo de teologia e iniciou sua carreira dentro de sua igreja como pastor em cidade do interior de Minas.

No período de 1953 a 1957 estudou Teologia no Seminário Presbiteriano de Campinas (SP), tendo se transferido para Lavras (MG), em 1958, onde exerce as funções de pastor naquela comunidade até 1963.

Casou-se em 1959 e teve três filhos: Sérgio (1959), Marcos (1962) e Raquel (1975). Foi ela sua musa inspiradora na feitura de contos infantis.

Teologia
Autor do livro Da Esperança (Teologia da Esperança Humana), Rubem Alves é tido por muitos estudiosos como uma das mais relevantes personalidades no cenário teológico brasileiro; o fundador da reflexão sobre uma teologia libertadora, que em breve seria chamada de Teologia da Libertação. Via no Humanismo um messianismo restaurador e assim, desde os anos 60 participou do movimento latino-americano de renovação da teologia.
Sua posição liberal logo lhe trouxe graves problemas em seu relacionamento com o protestantismo histórico e especificamente presbiteriano. Foi questionado desde cedo por suas idéias e teve de abandonar o pastorado, tendo antes abandonado suas convicções doutrinárias ortodoxas.

Wesley Santos - n°45


Marilena Chaui


Marilena de Sousa Chaui (São Paulo, 4 de setembro de 1941) é uma historiadora de filosofia brasileira. Professora de Filosofia Política e História da Filosofia Moderna daFaculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP).

É mestre (1967, Merleau-Ponty e a crítica do humanismo), doutora (1971, Introdução à leitura de Espinosa) e livre docente de Filosofia (1977, A nervura do real: Espinosa e a questão da liberdade) pela USP.

É casada com o historiador da Unicamp, Michael Hall.


Livros publicados

Chaui é autora de vários livros, dentre os quais se destacam:

  • "Repressão Sexual",
  • "Da Realidade sem Mistérios ao Mistério do Mundo",
  • "Brasil: Mito Fundador e Sociedade Autoritária",
  • "Professoras na Cozinha",
  • "Introdução à História da Filosofia",
  • "Experiência do Pensamento",
  • "Escritos Sobre a Universidade",
  • "Filosofia: Volume Único",
  • "Convite à Filosofia",
  • "O que é Ideologia",
  • "Política em Espinosa" ,
  • "A Nervura do Real",
  • "Espinosa: Uma Filosofia de Liberdade",
  • "Brasil: Mito fundador e sociedade autoritária",
  • "Cidadania Cultural",
  • "Simulacro e poder".

Resumo de Repressão Sexual


SINTESE DO LIVRO REVOLUÇÃO SEXUAL REICH FAZ UMA CRITICA MUITO SEVERA À MORAL SEXUAL INSTALADA, E TAMBÉM ÀS TENTATIVAS FALSAS DE UMA REVOLUÇÃO SEXUAL POR PARTE DE ALGUNS GRUPOS QUE, EM SEUS DISCURSOS, MOSTRAVAM-SE INTERESSADOS APENAS PELA MANUTENÇÃO DA ORDEM SOCIAL-POLITICA-ECONÔMICA, PREGANDO O CASAMENTO MONOGAMICO, A ABSTINÊNCIA SEXUAL ATÉ O MESMO SOBRETUDO PÓR PARTE DAS MULHERES E A MANUTENÇÃO DE UMA HIGIENE SEXUAL. PARA ELE, HÁ CONFLITOS INTERIORES QUE PERTUBAM A HUMANIDADE DESDE SUA INFANCIA COM RELAÇÃO À VIVENCIA DA SEXUALIDADE E QUE, DEPENDENDO DA FORMA COMO É ENCARADA, PODERÁ LEVAR AO DESENVOLVIMENTO DE NEUROSES QUE, FATALMENTE, FADARÃO O HOMEM AO SOFRIMENTO. FAZ CITAÇÕES DE DIVERSOS CASOS CLINICOS DE PACIENTES ATENDIDOS POR ELE QUE APRESENTAVAM NEUROSES ADVINDAS DE UMA SEXUALIDADE MAL RESOLVIDA (VIVIDA). PARA REICH, FICA DEMONSTRADO QUE PESSOAS QUE ADQUIREM A CAPACIDADE DE SATISFAÇÃO ORGÁSTICA SE TORNAM MUITO MAIS CAPAZES DE RELAÇÕES MONAGÂMICAS DO QUE AQUELAS CUJA CAPACIDADE DE DESCONTRAIMENTO SE ENCONTRA PERTUBADA. NO ENTANTO, SEU COMPORTAMENTO MONOGÂMICO NÃO SE BASEIA NA INIBIÇÃO DE IMPULSOS POLIGÂMICOS OU EM CONSIDERAÇÕES MORAIS, MAS NO PRINCIPIO SEXUAL-ECONÔMICO DE EXPERIMENTAR O VERDADEIRO PRAZER E SATISFAÇÃO SEXUAL SEMPRE DE NOVO COM O MESMO PARCEIRO. NA AUSÊNCIA DO PARCEIRO ADEQUADO O QUE, SOB AS CONDIÇÕES REINANTES DA VIDA SEXUAL, PARECE SER REGRA A CAPACIDADE PARA A MONOGAMIA SE TRANSFORMA EM OPOSTO NA PROCURA IRREFREÁVEL DE UM PARCEIRO. QUANDO O PARCEIRO ADEQUADO É ENCONTRADO, O COMPORTAMENTO MONOGÂMICO SE REESTABELECE E SE CONSERVA ENQUANTO PERDURAM A HARMONIA E SATISFAÇÃO SEXUAIS. PENSAMENTOS E DESEJOS POR OUTROS PARCEIROS OU NÃO APARECEM OU NÃO SÃO POSTOS EM AÇÃO, EM VIRTUDE DO INTERESSE NO PARCEIRO OFICIAL. FAZ UMA CRÍTICA À TEORIA FREUDIANA DE REPRESSÃO IMPULSIONAL OU ABSTINÊNCIA IMPULSIONAL ,DIZENDO QUE ESTA CONCEPÇÃO NÃO É EXATA, POIS NÃO EXISTEM CULTURAS SEM REPRESSÃO SEXUAL E VIDA SEXUAL COMPLETAMENTE LIVRE. CONSIDERA VERDADE SOMENTE QUE A REPRESSÃO SEXUAL CONSTITUI A BASE DA PSICOLOGIA DAS MASSAS DE DETERMINADA CULTURA, ISTO É, A CULTURA PATRIARCAL EM TODAS AS SUAS FORMAS MAS NÃO COMO BASE DA CULTURA

Muitas vezes nós nos sentimos aprisionados, e permanecemos aprisionados
por uma grande parte da vida, alguns até pela vida inteira. Por que?
As correntes da "caverna" são a nossa ignorância e tudo aquilo que
permitimos nos aprisionar, que não nos permite sair em busca do
conhecimento, aquilo que nos faz ver apenas "sombras" do que é,
na verdade, a realidade. Nos dias atuais, as pessoas não se preocupam
com o conhecimento que podem adquirir, com a sabedoria que possam ter
ou com a razão que, por natureza, elas possuem, pois hoje em dia,
a “televisão” pensa por todos. É necessário olhar a volta e,
com sabedoria, pensar sobre tudo, pois dependemos da razão,
é ela que nos difere dos animais. Platão referia-se as pessoas
de seu tempo, com suas crenças e superstições.
O melhor que temos a fazer é parar para pensar e ver quais são as sombras
que estão na nossa vida e nos libertar de todas elas, dando assim uma espaço
a coisas melhores que virão!

CURIOSIDADES DE RUBEM ALVES:

* Durante sua infância, enfrentou os problemas comuns ocasionados pelas freqüentes mudanças
de estados e de escolas. Tais mudanças influenciaram sua atitude de introspecção que o levou
à companhia dos livros e ao apoio da religião, base de sua educação.


* Presbiteriano, tornou-se pastor. Teve três filhos, e entrou numa crise de fé decorrente de um
problema de saúde na família, tendo assim de abandonar o pastorado.
Apóstata do cristianismo, tornou-se crítico da religião organizada.
É considerado persona non grata na Igreja Presbiteriana, pelas suas posições liberais e
anticlericais.

* De volta ao mundo secular, tornou-se escritor e acadêmico.


* Tem um grande número de publicações, tais como crônicas, ensaios e contos,
além de ser ele mesmo o tema de diversas teses, dissertações e monografias.
Muitos de seus livros foram publicados em outros idiomas, como inglês, francês, italiano,
espanhol, alemão e romeno.


* Sua mensagem é direta e, por vezes, romântica, explorando a essência do homem e a alma do ser. É algo como um contraponto à visão atual de homo globalizadus que busca satisfazer desejos, muitas vezes além de suas reais necessidades


* Em alguns de seus textos, cita passagens da Bíblia, valendo-se de metáforas,
figura comum nos textos bíblicos.


* No site A Casa de Rubem Alves encontram-se releituras e discussões de suas obras


FRASES DE RUBEM ALVES:


* A saudade é a nossa alma dizendo para onde ela quer voltar.

* Amar é ter um pássaro pousado no dedo.
Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que,
a qualquer momento, ele pode voar”


* Deus é alegria. Uma criança é alegria. Deus e uma criança têm isso em comum:
ambos sabem que o universo é uma caixa de brinquedos.
Deus vê o mundo com os olhos de uma criança.
Está sempre à procura de companheiros para brincar.


* Cartas de amor são escritas não para dar notícias, não para contar nada,
mas para que mãos separadas se toquem ao tocarem a mesma folha de papel.


* Continuaram a acariciar-se sem desejo e atormentando-se com as súplicas e as recordações.
Saborearam a amargura de uma despedida que pressentiam,
mas que ainda podiam confundir com uma reconciliação.


* Ai! Que vale a vingança, pobre amigo.Se na vingança, a honra não se lava?


* Simplicidade é isso: Quando o coração busca uma coisa só.
Concerto para Corpo e Alma


* Um livro é um brinquedo feito com letras. Ler é brincar.


“Aprenda a gostar, mas gostar mesmo, das coisas que deve fazer
e das pessoas que o cercam. Em pouco tempo descobrirá que a vida é muito boa e
que você é uma pessoa querida por todos.”




  O Mito da Caverna
Imaginemos um muro bem alto separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali.
Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder locomover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira.
Os prisioneiros julgam que essas sombras sejam a realidade.
Um dos prisioneiros decide abandonar essa condição e fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. Aos poucos vai se movendo e avança na direção do muro e o escala, com dificuldade enfrenta os obstáculos que encontra e sai da caverna, descobrindo não apenas que as sombras eram feitas por homens como eles, e mais além todo o mundo e a natureza.

Trata-se de um diálogo metafórico onde as falas na primeira pessoa são de Sócrates, e seus interlocutores, Glauco e Adimanto, são os irmãos mais novos de Platão. No diálogo, é dada ênfase ao processo de conhecimento, mostrando a visão de mundo do ignorante, que vive de senso comum, e do filósofo, na sua eterna busca da verdade.
Sócrates – Agora imagina a maneira como segue o estado da nossa natureza relativamente à instrução e à ignorância. Imagina homens numa morada subterrânea, em forma de caverna, com uma entrada aberta à luz; esses homens estão aí desde a infância, de pernas e pescoços acorrentados, de modo que não podem mexer-se nem ver senão o que está diante deles, pois as correntes os impedem de voltar a cabeça; a luz chega-lhes de uma fogueira acesa numa colina que se ergue por detrás deles; entre o fogo e os prisioneiros passa uma estrada ascendente. Imagina que ao longo dessa estrada está construído um pequeno muro, semelhante às divisórias que os apresentadores de títeres armam diante de si e por cima das quais exibem as suas maravilhas.
Glauco – Estou vendo.
Sócrates – Imagina agora, ao longo desse pequeno muro, homens que transportam objetos de toda espécie, que os transpõem: estatuetas de homens e animais, de pedra, madeira e toda espécie de matéria; naturalmente, entre esses transportadores, uns falam e outros seguem em silêncio.
Glauco - Um quadro estranho e estranhos prisioneiros.
Sócrates - Assemelham-se a nós. E, para começar, achas que, numa tal condição, eles tenham alguma vez visto, de si mesmos e de seus companheiros, mais do que as sombras projetadas pelo fogo na parede da caverna que lhes fica defronte?
Glauco - Como, se são obrigados a ficar de cabeça imóvel durante toda a vida?
Sócrates - E com as coisas que desfilam? Não se passa o mesmo?
Glauco - Sem dúvida.
Sócrates - Portanto, se pudessem se comunicar uns com os outros, não achas que tomariam por objetos reais as sombras que veriam?
Glauco - É bem possível.
Sócrates - E se a parede do fundo da prisão provocasse eco sempre que um dos transportadores falasse, não julgariam ouvir a sombra que passasse diante deles?
Glauco - Sim, por Zeus!
Sócrates - Dessa forma, tais homens não atribuirão realidade senão às sombras dos objetos fabricados?
Glauco - Assim terá de ser.
Sócrates - Considera agora o que lhes acontecerá, naturalmente, se forem libertados das suas cadeias e curados da sua ignorância. Que se liberte um desses prisioneiros, que seja ele obrigado a endireitar-se imediatamente, a voltar o pescoço, a caminhar, a erguer os olhos para a luz: ao fazer todos estes movimentos sofrerá, e o deslumbramento impedi-lo-á de distinguir os objetos de que antes via as sombras. Que achas que responderá se alguém lhe vier dizer que não viu até então senão fantasmas, mas que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, vê com mais justeza? Se, enfim, mostrando-lhe cada uma das coisas que passam, o obrigar, à força de perguntas, a dizer o que é? Não achas que ficará embaraçado e que as sombras que via outrora lhe parecerão mais verdadeiras do que os objetos que lhe mostram agora?
Glauco - Muito mais verdadeiras.
Sócrates - E se o forçarem a fixar a luz, os seus olhos não ficarão magoados? Não desviará ele a vista para voltar às coisas que pode fitar e não acreditará que estas são realmente mais distintas do que as que se lhe mostram?
Glauco - Com toda a certeza.
Sócrates - E se o arrancarem à força da sua caverna, o obrigarem a subir a encosta rude e escarpada e não o largarem antes de o terem arrastado até a luz do Sol, não sofrerá vivamente e não se queixará de tais violências? E, quando tiver chegado à luz, poderá, com os olhos ofuscados pelo seu brilho, distinguir uma só das coisas que ora denominamos verdadeiras?
Glauco - Não o conseguirá, pelo menos de início.
Sócrates - Terá, creio eu, necessidade de se habituar a ver os objetos da região superior. Começará por distinguir mais facilmente as sombras; em seguida, as imagens dos homens e dos outros objetos que se refletem nas águas; por último, os próprios objetos. Depois disso, poderá, enfrentando a claridade dos astros e da Lua, contemplar mais facilmente, durante a noite, os corpos celestes e o próprio céu do que, durante o dia, o Sol e sua luz.
Glauco - Sem dúvida.
Sócrates - Por fim, suponho eu, será o sol, e não as suas imagens refletidas nas águas ou em qualquer outra coisa, mas o próprio Sol, no seu verdadeiro lugar, que poderá ver e contemplar tal qual é.
Glauco - Necessariamente.
Sócrates - Depois disso, poderá concluir, a respeito do Sol, que é ele que faz as estações e os anos, que governa tudo no mundo visível e que, de certa maneira, é a causa de tudo o que ele via com os seus companheiros, na caverna.
Glauco - É evidente que chegará a essa conclusão.
Sócrates - Ora, lembrando-se de sua primeira morada, da sabedoria que aí se professa e daqueles que foram seus companheiros de cativeiro, não achas que se alegrará com a mudança e lamentará os que lá ficaram?
Glauco - Sim, com certeza, Sócrates.
Sócrates - E se então distribuíssem honras e louvores, se tivessem recompensas para aquele que se apercebesse, com o olhar mais vivo, da passagem das sombras, que melhor se recordasse das que costumavam chegar em primeiro ou em último lugar, ou virem juntas, e que por isso era o mais hábil em adivinhar a sua aparição, e que provocasse a inveja daqueles que, entre os prisioneiros, são venerados e poderosos? Ou então, como o herói de Homero, não preferirá mil vezes ser um simples lavrador, e sofrer tudo no mundo, a voltar às antigas ilusões e viver como vivia?
Glauco - Sou de tua opinião. Preferirá sofrer tudo a ter de viver dessa maneira.
Sócrates - Imagina ainda que esse homem volta à caverna e vai sentar-se no seu antigo lugar: Não ficará com os olhos cegos pelas trevas ao se afastar bruscamente da luz do Sol?
Glauco - Por certo que sim.
Sócrates - E se tiver de entrar de novo em competição com os prisioneiros que não se libertaram de suas correntes, para julgar essas sombras, estando ainda sua vista confusa e antes que seus olhos se tenham recomposto, pois habituar-se à escuridão exigirá um tempo bastante longo, não fará que os outros se riam à sua custa e digam que, tendo ido lá acima, voltou com a vista estragada, pelo que não vale a pena tentar subir até lá? E se alguém tentar libertar e conduzir para o alto, esse alguém não o mataria, se pudesse fazê-lo?
Glauco - Sem nenhuma dúvida.
Sócrates - Agora, meu caro Glauco, é preciso aplicar, ponto por ponto, esta imagem ao que dissemos atrás e comparar o mundo que nos cerca com a vida da prisão na caverna, e a luz do fogo que a ilumina com a força do Sol. Quanto à subida à região superior e à contemplação dos seus objetos, se a considerares como a ascensão da alma para a mansão inteligível, não te enganarás quanto à minha idéia, visto que também tu desejas conhecê-la. Só Deus sabe se ela é verdadeira. Quanto a mim, a minha opinião é esta: no mundo inteligível, a idéia do bem é a última a ser apreendida, e com dificuldade, mas não se pode apreendê-la sem concluir que ela é a causa de tudo o que de reto e belo existe em todas as coisas; no mundo visível, ela engendrou a luz; no mundo inteligível, é ela que é soberana e dispensa a verdade e a inteligência; e é preciso vê-la para se comportar com sabedoria na vida particular e na vida pública.
Glauco - Concordo com a tua opinião, até onde posso compreendê-la.

Nós nos aproximamos da REALIDADE pelo PENSAMENTO



-a caverna subterranea representava o mundo invisivel
-o fogo representava a luz do sol
-o prisioneiro que sobre a região superior representava a alma que ascende ao mundo das idéias.






Larissa Franciele Fernandes, 29 P12B

A alegoria é uma metáfora para compreendermos a ignorancia humana. Os grilhões que os prendiam são como os limites que não queremos ultrapassar, até que um resolve se libertar e isso serve como um incentivo para os outros tambem se libertarem para o mundo lá fora e ver que ele era muito mais do que sombras na parede, e que o mundo não são só deduções do que você vê.



larissa fernandes p12b n° 29

Wesley Santos - nº 45 - P12B

O mundo em que vivemos corresponde ao mito da caverna e as sombras correspondem aquilo que percebemos É preciso sair da caverna e buscar a luz exterior do sol e estrá descobrindo a verdade, o mundo exterior, o mundo real. Platão acha que foi a dialética de Sócrates = perguntas e respostas (diálogo).
No mundo globalizado, os fatos, querendo ou não, penetra até na caverna, desmistificando inclusive valores até então inatacáveis e destruindo culturas que construiram a união dos povos, o caminho reto, a justiça e a própria moral.
O mito da caverna, podendo ser apenas mito, deveria continuar como tal, porque descobrir toda verdade é mesmo que destruir os sonhos que nos movem.

O mito da caverna
Imaginemos uma caverna subterrânea onde,desde a infância,geração após geração, seres humanos estão aprisionados. Suas pernas e seus pescoços estão algemados de tal modo que são forçados a permanecer no mesmo lugar e a olhar apenas para frente, e permanecerno mesmo lugar,não podendo girar a cabeça nem pra frente nem pra trás, nem para os lados. A entrada da caverna permite que alguma luz interior ali penetre,de modo que possa, na semi-obscuridade, enxergar o que se passa no interior.

O mito da caverna, também chamado de Alegoria da caverna, é uma passagem de um escrito do filósofo Platão, e encontra-se na obra intitulada: A República (livro VII). Trata-se da exemplificação de como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade. Para mim, o mundo em que vivemos corresponde ao mito da caverna e as sombras correspondem aquilo que sentimos e percebemos no cotidiano. É preciso sair da caverna e buscar a luz exterior do sol e só assim estaremos nos "libertando" e descobrindo a verdade.
No mundo globalizado, os fatos, querendo ou não, penetram até na caverna, desmistificando inclusive valores até então inatacáveis e destruindo culturas que construiram a união dos povos. O "mito da caverna" é uma alegoria sob a qual se vislumbra uma discussão que diz respeito a um ramo clássico da filosofia : a teoria do conhecimento.














Filosofar é pensar por conta própria; mas só se consegue fazer isso de um modo válido apoiando-se primeiro no pensamento dos outros, em especial dos grandes filósofos do passado. A filosofia não é apenas uma aventura; também é um trabalho, que requer esforços, leituras, ferramentas. Os primeiros passos costumam ser rebarbativos, e já desanimaram mais de um.

frases filosóficas que mais gosto
"O tempo destrói tudo aquilo que ele não ajudou a construir"
" Crê nos que buscam a verdade. Duvida dos que a encontraram "
"Há sabedoria em não crer saber aquilo que tu não sabes."

Filosofar tal como até agora a entende e vive, é a vida voluntária no gelo e nos cumes a busca de tudo o que é estranho e questionável no existir, de tudo o que a moral até agora.( Friedric Nietzdre 1840-1900)


minha interpretação :

Filosofar é procurar respostas para suas duvidas e tudo que há de diferente em sua vida e depois aplicar para sua existência.


Filosofia não é apenas pensar e refletir é viver aquele assunto até que se encontre uma resposta...

algumas das frases de Sócrates :

Deve-se temer mais o amor de uma mulher, do que o ódio de um homem.

Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância.

O ideal no casamento é que a mulher seja cega e o homem surdo.

Só sei que nada sei

Sob a direção de um forte general, não haverá jamais soldados fracos.

Existe apenas um bem, o saber, e apenas um mal, a ignorância.

O homem faz o mal, porque não sabe o que é o bem.

Um professor americano, nascido em 1923, em Vineland, New Jersey, USA. Em 1948, concluiu a graduação em filosofia na universidade de Standford. e em 1945, fez doutorado em filosofia pela universidade de Colúmbia, New York (tese sobre arte). Matthew Lipman, antes de dedicar-se a ajudar as crianças a fazer filosofia, lutou contra o nazismo. Ele combateu na Segunda Guerra Mundial, servindo em uma divisão de infantaria dos EUA, na França e na Alemanha. O filósofo iniciou sua carreira académica em renomadas universidades realizando pesquisas sobre arte, estética e metafísica. Graduou-se em filosofia na universidade de Stanford (Califórnia) em 1948 e obteve o titulo de doutor na universidade de Colúmbia (New York) em 1954. Nesta última, passou a ministrar aulas de lógica em 1956. após realizar complementares de pós-graduação na Sorbonne (França). Em Nova York, Lipman realizou suas primeiras experiências de ensino de filosofia para crianças, tendo como substrato teórico as ideias de John Dewey e Lev Vygotsky. Seu trabalho chamou a atenção da comunidade acadêmica e em 1972, foi convidado a dar aulas na Universidade de Montclair (Nova Jersey). Lá o filósofo desfrutou de apoio para desenvolver sua inovadora proposta educacional e conheceu sua principal colaboradora, Ann Margareth Sharp. Para difundir o programa Filosofia para Crianças Educação para o Pensar, Lipman e Sharp fundaram em 1974 o IAPC (sigla, em inglês para Instituto para o Desenvolvimento da Filosofia para Crianças). A entidade ajudou a promover a implantação do método e centros regionais em mais de 30 países. Lipman já escreveu 23 livros e teve mais de 100 artigos publicados em revistas especializadas em educação. Sua biografia e seu trabalho foram tema de um documentário: Sócrates para Crianças, produzido em 1990 pela BBC. Lipman visitou o Brasil em Julho de 1994, por ocasião do 1º Encontro Nacional de Educação para o Pensar. Na oportunidade, ele se encontrou com assessores de educador Paulo Freire com o objetivo de discutir as semelhanças entre as "comunidades de investigação", que idealizou, e as "comunidades de trabalho", pensadas pelo brasileiro para promover o ensino no país.

Nós do meu Grupo Fizemos um Resumo Sobre o Filme O Nome da Rosa,
Esse foi nosso resumo

Um monge franciscano e seu discípulo chegam a uma Abadia durante uma grande viagem, e ali descobrem uma das mais imponentes bibliotecas da idade Média. Durante sua estadia nesse lugar, começam a acontecer crimes horrendos, custando a vida de muitos . O monge começa então uma vasta investigação que o levará até a biblioteca, onde descobrirá a ausência de um misterioso livro, que será a chave para resolver o mistério dos assassinatos.

Nome dos Partiscipantes: Larissa Amanda Renata Marianna e Caroline :)

* Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância.
* É melhor fazer pouco e bem, do que muito e mal.
* Alcançar o sucesso pelos próprios méritos. Vitoriosos os que assim procedem.
* O amor é filho de dois deuses, a carência e o astúcia.
* Quem melhor conhece a verdade é mais capaz de mentir.
* Todo o meu saber consiste em saber que nada sei.

Sócrates não ensinava nada, ele ajudava as pessoas a tirarem suas próprias conclusões, criar suas opniões e seus valores. O verdadeiro conhecimento vêm de dentro, de acordo com o que pensa e acredita. Ninguém pode ditar o que você deve fazer e acreditar, só orientar. Apenas o conhecimento que vêm de dentro é capaz de mostrar o que você, seu "juízo".
Sócrates fazia as pessoas pensarem nisso, formando muitas pessoas com personalidade com seus próprios princípios e valores novos e diferentes pensamentos.

A palavra filosofia vem de raízes gregas que significam amor da sabedoria. A filosofia não tem por base a aceitação da crença em deus, mas procura da aos indivíduos uma concepção unificada do universo, e procura faze deles pensadores críticos. Na busca da verdade, empregada principalmente meios especulativos e não a observação.

Filosofia é diferente de “filosofias”- Retomando a arte do bem-viver atribuída à Filosofia, podemos dizer que existem várias “filosofias”: a filosofia hindú, budista, religiosa, chinesa, etc. Tais filosofias, também perguntam o quê, o como e o por quê. Além de possuir uma reflexão, embora não seja a radical. – Então, o que distancia a Filosofia das “filosofias”?
As outras filosofias têm por trás uma entidade – ou entidades – que guia o homem e que dá significado e gênese as coisas. Tomando por exemplo o Cristianismo, verificamos que eles também estão em busca de uma comprensão do Universo, no entanto, se faz pela fé e na confiança em uma sabedoria divina inquestionável; ao contrário da Filosofia que é sistemática e busca as respostas através do esforço racional. Buscando um encadeamento lógico com exigência de fundamentação e, fundalmentalmente, o movimento de questionar as próprias idéias.
Portanto, reservamos o termo Filosofia para um método próprio de pensamento pautado no racionalismo; o confuncionismo, o Yin e o Yang, o mantra, as auras piramidais entre outras, são erroneamente chamadas de “filosofias”, cabendo a elas o termo “sabedoria”.

Atitude Filosófica: A atitude filosófica têm duas características, uma negativa e outra positiva. A negativa é dizer não ao senso comum, ao que é pré-concebido no cotidiano e tido como verdades aceitas porque todo mundo diz e pensa. A positiva é a interrogação sobre os elementos do cotidiano e da existência: O que é? Por que é? Como é?
Juntas, essas duas características da atitude filosófica constituem o que os filósofos chamam de atitude crítica ou pensamento crítico. Atitude crítica pode ser compreendida como tomar distância do nosso mundo costumeiro olhando-o como se nunca tivéssemos visto antes.
Para que a Filosofia? Muito cultuada entre os gregos da Antiga Grécia, hoje é comum encontrarmos pessoas dizendo que Filosofia é uma inutilidade; que o filósofo é aquele que fica pensando e dizendo coisas que ninguém entende. Tais estultices encontram suas razões no tecnicismo, feto não abortado do mundo Globalizado que costuma atribuir a razão de existência das coisas somente se elas tiverem utilidade à favor do acúmulo de riqueza e, fundamentalmente, seja a curto prazo.
Todos querem ver a utilidade da Ciência à curto prazo. Os resultados cultuados como bons são aqueles que podem ser empíricos e imediatos. As ciências no mundo globalizante têm as pretensões de acreditarem na existência da verdade, das técnicas e metodologias corretas e na tecnologia como status de racionalidade.
Perdem de vista que a Filosofia é a mais antiga de todas as Ciências. Todos os campos dos saberes têm sua gênese na Filosofia. A Ciência parte de questões já formuladas e respondidas pela Filosofia. Tais respostas encontradas não devem ser tidas enquanto verdades absolutas, mas como algo tido como uma representação válida para o fenômeno – do contrário cairia no senso comum das coisas tidas como óbvias.
Fora da Ciência, a Filosofia pode ser uma fonte de conhecimento que pode nos ensinar muito. Uma arte do bem-viver que questiona e tráz respostas que podem nos servir para conviver em melhor harmonia e honestidade com outros seres humanos.

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